Críticas e Imprensa

A Botija

Por José Cetra Filho.

“Realizado de maneira totalmente artesanal nos figurinos, nos instrumentos e no cenário, o espetáculo é um deslumbramento tão grande que é impossível conter as lágrimas e vários momentos. A Botija é digna dos maiores aplausos e merece as lágrimas que temos que enxugar ao final do espetáculo.”

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Por Dib Carneiro Neto

“A peça flui com ritmo contagiante, do começo ao fim, praticando a cartilha de boa dramaturgia com muito conhecimento e propriedade. O grupo sabe o que está fazendo, o que quer alcançar e com quem está lidando. Por exemplo, não abre mão de conversar com a plateia sobre aspectos da encenação, deixando claro que é teatro – e que teatro é convenção e exige o exercício da imaginação. O que se vê é como um prólogo brechtiano anti-ilusionista. Isso tanto é verdade que só depois de vinte minutos de peça começada é que o trio de atores dá início à narração da primeira lenda. Antes, eles preparam o clima, por assim dizer, e saem de seus personagens, se apresentando como atores, contando/cantando de onde vieram e onde ficavam seus quintais reais da infância.”

Link: https://infoteatro.com.br/o-nordeste-que-nunca-sai-de-cena-no-teatro-para-criancas/

Por Simone Carleto

“O nome da companhia, Fabulinhando, faz jus aos alinhavos dos cenários, figurinos e adereços, e também os “alinhavos” dramatúrgicos, da encenação, cenários e figurinos e nas relações estabelecidas com o público durante toda a peça. Os procedimentos de contação de histórias e de construir as imagens juntamente com o público são ricos para o desenvolvimento da narrativa, além da coerência em proporcionar encontros, ao nomear pessoas, solicitar participações e ter uma escuta ativa permanente na interação com o público. Emocionante ver como os artista acolhem todas as pessoas e fazem com que cada uma se sinta importante na apresentação. Como no momento que todos elevam um tecido, assim como o poema “Tecendo a Manhã”, do pernambucano João Cabral de Melo Neto, para libertar a princesa da história. Público todo conectado à construção de um imaginário comum, rumo à Botija. Vai sendo elaborada a percepção de que a botija buscada está se fazendo a cada momento, a cada história, a cada encantamento dentro e fora da história.”

Link: https://blog.bobsousa.com.br/a-verdade-do-teatro

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